sábado, 12 de agosto de 2017

A origem de algumas coisas que você acha que sabe de onde vieram, mas não sabe

Montanha-russa não é russa, pão francês não é francês , porquinhos da índia não são indianos, mas você nunca soube disso, certo? Confira a verdadeira origem de algumas coisas que você sempre achou que vinham de outros países.

No Brasil batatas fritas são chamadas apenas de batatas fritas, mas em países de língua inglesa elas são chamadas de French Fries (Fritas Francesas), mas isso está errado, as batatinhas são na verdade da Bélgica. 
Segundo relatos locais, moradores pobres que viviam em Meuse muitas vezes comiam pequenos peixes fritos capturados do rio. Durante os meses de inverno o rio congelava tornando impossível a pesca e forçando os moradores a encontrar outras fontes de alimentos. Os aldeões pegavam as batatas, cortavam e fritavam da mesma maneira que eles prepararam o peixe. E assim nasceram as batatas fritas.
A confusão vem do fato de que os belgas também falam francês, por isso durante a Primeira Guerra Mundial os soldados americanos apelidaram as batatinhas de "francesas", algo que dura até hoje.

Quando várias pessoas estão uma atrás da outra, se diz que é uma "fila indiana", mas como tudo nessa lista, isso também está errado. Quem andava desse jeito não eram os indianos, e sim os índios americanos, de acordo com relatos históricos, durante as guerras os indígenas se deslocavam pisando um na pegada do outro para não deixar rastros de suas investidas em grupo, fazendo o inimigo pensar que só havia um deles. A locomoção enfileirada foi usada como estratégia pelo Exército norte-americano na Guerra da Independência (1775-1783) contra os ingleses, portante o nome deveria ser "fila indígena" e não "fila indiana".

Montanhas-russas são na verdade francesas, mas elas foram inspiradas em uma brincadeira russa do século XVII. O primeiro registro de carrinhos com rodas presas a trilhos em alta velocidade apenas para diversão é de 1812, em Paris, mas os russos já tinham uma brincadeira onde eles deslizavam com carrinhos em encostas de gelo, tipo um tobogã moderno.
Outra curiosidade é que em russo o nome do brinquedo é "montanha americana" (amerikanskie gorki) já que foram os americanos que aperfeiçoaram o brinquedo no século XIX.

Biscoitos da sorte são comumente servidos em restaurantes chineses, mas eles não tem nada de chines, eles são uma invenção americana. Por volta de 1907, o japonês Makato Hagiwara abriu uma casa de chá em São Francisco, Califórnia. Além do chá  ele também servia aos clientes biscoitinhos doces ocos com bilhetes de agradecimento dentro. Donos de outros restaurante do bairro chinês da cidade copiaram a ideia, só que imprimindo provérbios e predições.
Para se ter uma ideia na China os biscoitinhos são chamados de "genuinamente americanos" e quando eles foram vendidos na China em 1992 quase ninguém os comprava por serem "muito americanos", hoje em dia eles quase não existem na China.

O feijão carioca, também chamado de carioquinha, é o mais consumido no Brasil, mas ele nem é carioca de verdade, ele vem de São Paulo. O feijão preto é o mais consumido no Rio de Janeiro, e o tipo marrom é o mais consumido em São Paulo, então porque o marrom é o carioca? Existem duas versões sobre sua origem, a primeira diz que durante o desenvolvimento dessa variedade castanho-clara com rajadas mais escuras em Campinas, SP, havia um trabalhador na lavoura que era carioca e tinha muitas sardas no rosto, a semelhança das manchas da pele com as do feijão batizou o novo grão. Já a segunda versão diz que a cor é a mesma de uma raça de porco caipira, chamada carioca, muito comum na época, o carioca era um porco gordo e bege, que tinha essas listras espalhadas pelo corpo. Vendo isso, o produtor decidiu homenagear o novo feijão com o nome do animal.

Gaita de foles, whisky e kilt são normalmente associados aos escoceses, mas nenhum desses itens veio da Escócia. A gaita de foles surgiu no Oriente Médio centenas de anos antes de Cristo e só chegou à Escócia no século 15. Já o whisky surgiu na China antiga e as saias masculinas conhecidas como kilts são invenção dos irlandeses e não escoceses.

Talvez o item mais conhecido da lista, o pão francês não tem nada de francês, na verdade ele nem existe na França, ele é uma criação 100% brasileira. O "francês" do nome vem do fato de ele ter sido criado com base em descrições de brasileiros ricos para seus padeiros, eles queriam reproduzir o pão que eles comiam na Paris do século XIX, que era uma versão reduzida da baguete. O pão "francês" se popularizou e ficou com esse nome mesmo.

Os números que usamos podem ser conhecidos como arábicos, mas eles na verdade são indianos, o que acontece é que por volta do ano 500, eles se espalharam entre os árabes e persas. Ao chegar na Europa, no início do século XII, o sistema de numeração substituiu os números romanos que eram inúteis para cálculos, e foi erroneamente batizado de arábico. Mas em árabe, os números arábicos ainda são chamados de números indianos.

Pessoas religiosas e/ou beberrões sabem que o nome de São Patrício é associado a Irlanda, afinal ele é  Santo Patrono da Irlanda, mas na verdade Patrício era Inglês. Nascido em Banwen, ainda adolescente foi raptado e levado como escravo para a Irlanda. Patrício conseguiu escapar para o continente, virou monge e, seguindo uma visão, voltou para a Irlanda e pregou o cristianismo. O serviço pelo país rendeu a ele status de santo, símbolo e até mesmo feriado, no dia 17 de março.

Como você já deve ter imaginado o porquinho-da-índia não é indiano e muito menos um porco. A espécie Cavia porcellus é caribenha, a confusão  se dá porque o bicho é originário das Índias Ocidentais, nome que europeus usavam para se referir ao Caribe até o século XVII. Já o apelido de porco dado ao pequeno roedor tem a ver com o barulho emitido pelo animal quando está com fome.

O Chapéu-Panamá é na verdade do Equador, feito de fibra da palmeira jipijapá e com uma faixa preta, o chapéu se popularizou na Europa e nos EUA no século 19, quando era fabricado no Equador, porém, era exportado por empresas do Panamá. A confusão se agravou quando uma foto do presidente americano Theodore Roosevelt vestindo o chapéu ao visitar obras do canal do Panamá vieram a público.
Outra curiosidade é que a faixa preta foi acrescentada em homenagem à morte da rainha britânica Vitória, em 1901.

Se alguém te perguntasse quem inventou o carate você provavelmente responderia que foi algum japonês, mas isso não está 100% certo. Essa arte marcial começou a ser desenvolvida no reino de Ryukyu desde o século 14. Na época, Ryukyu não faziam parte do império japonês. Quando Okinawa virou província do Japão, em 1879, o caratê se espalhou pelo país e, após a 1ª Guerra Mundial, a luta se popularizou no Ocidente.


E se alguém te perguntasse de onde veio o ping-pong você também provavelmente responderia algum país asiático, mas na verdade o tênis de mesa é europeu, mais precisamente ele é da Inglaterra, Ping-Pong na verdade nem é o nome do jogo, mas sim da fabricante inglesa de equipamentos esportivos que fazia os equipamentos do esporte.


Já o baseball é normalmente associados aos Estados unidos, mas ele também é inglês, os americanos só formularam as regras modernas do esporte, em 1846, mesmo assim o esporte é chamado de "jogo nacional" nos EUA.

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